“Não fale comigo sobre digital. Eu tenho hipossulfito correndo nas veias. As manchas que você vê na minha camiseta são de Dektol. Eu gosto do quarto escuro, do rádio, da luz amarela brilhando. Uma cópia está imersa no revelador, e eu vejo meu trabalho emergir do líquido marrom – minha foto. Então, eu posso dá-la de presente para a pessoa que está na imagem, uma forma de retribuir o que ela me deu. Trinta anos se passam. A pessoa morre, as crianças crescem. Mas eles mantêm o pequeno pedaço de papel, enrugado e manchado, preso em uma parede com tachinhas: uma forma, talvez, de se manterem jovens e vivos para sempre. Isto é fotografia.” Paulo cita Danny Lyon

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